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Como Criar uma Casa com Personalidade: Para Além das Tendências

Grande sala contemporânea que segue as tendências, mas não tem alma. Parece sala de revista, não uma sala onde se vive.

Há casas muito bonitas que, ainda assim, parecem não contar história nenhuma.

Tudo combina. As cores estão perfeitamente coordenadas, os móveis seguem as tendências do momento e os acessórios parecem ter sido escolhidos com cuidado. No entanto, falta qualquer coisa. Talvez aquela sensação de que estamos perante uma casa que pertence verdadeiramente a alguém.

Uma casa com personalidade não precisa de ser extravagante, nem de seguir um estilo de decoração muito definido. Também não depende de ter peças caras ou de estar permanentemente impecável.

A personalidade de uma casa nasce das escolhas que fazemos, das coisas que decidimos manter por perto e da forma como conjugamos diferentes elementos para criar um espaço que tenha alguma coisa de nós.

E talvez seja precisamente por isso que decorar uma casa vai muito além de seguir tendências.

O que significa ter uma casa com personalidade?

Ter uma casa com personalidade não significa encontrar um estilo e segui-lo rigorosamente.

Uma casa pode ter influências mediterrânicas, peças contemporâneas, um móvel antigo, cerâmica artesanal e objetos trazidos de viagens. O que importa é existir uma ligação entre esses elementos.

A personalidade está muitas vezes nos detalhes que não encontraríamos numa casa igual à nossa.

Um livro que guardamos há anos. Uma peça de cerâmica feita à mão. Uma fotografia de família. Uma cadeira antiga que passou de geração em geração. Uma planta que cuidamos há muito tempo.

São estes elementos que transformam uma decoração num espaço vivido.

Por isso, antes de perguntar “Qual é o meu estilo de decoração?“, pode ser mais interessante perguntar:

“O que quero sentir quando estou em casa?“

A resposta pode ser muito mais reveladora.

Não deixe que as tendências decidam por si

As tendências podem ser uma excelente fonte de inspiração. Permitem descobrir novas cores, materiais, formas e maneiras de organizar os espaços.

O problema começa quando passamos de inspiração para imitação.

Uma tendência pode funcionar maravilhosamente numa determinada casa e não fazer qualquer sentido noutra. A arquitetura, a luz natural, a dimensão das divisões e, sobretudo, a forma como vivemos o espaço são diferentes.

Seguir uma tendência apenas porque está na moda pode fazer com que a decoração perca rapidamente a sua identidade.

Em vez de perguntar “O que está na moda?“, experimente perguntar:

“O que faz sentido para a minha casa e para mim?“

Pode gostar de uma determinada tendência sem precisar de a reproduzir por completo.

Talvez seja suficiente trazer uma cor, um material ou uma pequena peça que dialogue com aquilo que já existe.

Misture o antigo com o contemporâneo

Sala contemporânea em tons de azul com móvel antigo ao lado do sofá.

Uma das formas mais interessantes de criar personalidade é não procurar que tudo pareça ter sido comprado ao mesmo tempo.

Um móvel antigo pode ganhar uma nova vida num ambiente contemporâneo. Uma peça artesanal pode criar contraste numa composição mais minimalista. Uma cadeira de outra época pode tornar-se o elemento inesperado de uma sala atual.

Esta mistura cria profundidade e impede que a decoração pareça demasiado previsível.

Também permite preservar objetos que têm valor emocional ou que fazem parte da história de uma família, em vez de os substituir simplesmente porque já não correspondem ao estilo dominante.

Por vezes, é precisamente a peça que não “combina perfeitamente” que torna o espaço interessante.

Dê espaço às peças que têm uma história

Uma casa não precisa de contar a história toda de uma vez.

Pelo contrário, os objetos que vamos acumulando ao longo da vida tornam a decoração mais pessoal porque carregam memórias.

Uma peça trazida de uma viagem, uma fotografia antiga, um objeto herdado ou uma pequena coleção podem encontrar o seu lugar entre elementos mais contemporâneos.

Não é necessário transformar a casa num museu de memórias. Basta escolher aquilo que realmente significa alguma coisa.

Uma decoração com personalidade não mostra tudo o que temos. Mostra aquilo que escolhemos guardar.

Valorize o artesanato e as peças únicas

Existe frequentemente a ideia de que uma casa deve seguir um único estilo para parecer coerente.

Mas uma decoração interessante raramente é tão rígida.

Podemos combinar elementos rústicos com peças contemporâneas, materiais naturais com linhas mais modernas ou mobiliário antigo com acessórios minimalistas.

A chave está no equilíbrio.

Para que diferentes estilos convivam, pode ser útil criar alguma continuidade através da cor, dos materiais ou das formas.

Por exemplo, diferentes tipos de mobiliário podem funcionar juntos quando partilham uma tonalidade semelhante de madeira. Peças muito diferentes podem também encontrar equilíbrio através de uma paleta de cores coerente.

Coerência não significa uniformidade.

Não tenha medo de misturar estilos

Existe frequentemente a ideia de que uma casa deve seguir um único estilo para parecer coerente.

Mas uma decoração interessante raramente é tão rígida.

Podemos combinar elementos rústicos com peças contemporâneas, materiais naturais com linhas mais modernas ou mobiliário antigo com acessórios minimalistas.

A chave está no equilíbrio.

Para que diferentes estilos convivam, pode ser útil criar alguma continuidade através da cor, dos materiais ou das formas.

Por exemplo, diferentes tipos de mobiliário podem funcionar juntos quando partilham uma tonalidade semelhante de madeira. Peças muito diferentes podem também encontrar equilíbrio através de uma paleta de cores coerente.

Crie pontos de interesse

Sala de estar com um ponto focal que é o quadro por cima da lareira.

Uma casa com personalidade não precisa de ter objetos interessantes em todos os cantos.

Na verdade, escolher alguns pontos de destaque pode ter muito mais impacto.

Uma obra de arte, uma peça artesanal, um móvel antigo, uma composição de livros ou até uma planta de grande porte podem funcionar como pontos focais.

Quando tudo chama a atenção ao mesmo tempo, nada se destaca verdadeiramente.

Deixar algumas zonas mais simples permite que as peças de que realmente gostamos tenham espaço para respirar.

Decore devagar

Uma das formas mais eficazes de evitar uma decoração sem personalidade é não tentar terminá-la rapidamente.

É natural querer ver a casa completa. Mas comprar todos os móveis e acessórios de uma só vez pode resultar num espaço demasiado pensado e pouco vivido.

Uma casa com personalidade vai-se construindo.

Hoje encontramos uma mesa de que gostamos. Meses depois descobrimos uma peça artesanal que combina perfeitamente com ela. Mais tarde, recuperamos uma cadeira antiga ou encontramos numa viagem um objeto que passa a fazer parte da sala.

Esta evolução cria uma decoração mais autêntica.

Não precisamos de saber exatamente como a casa vai ficar daqui a cinco anos.

Deixe a casa refletir quem vive nela

Talvez esta seja a regra mais importante.

Uma casa deve ser bonita, mas também deve funcionar para as pessoas que a habitam.

Se gosta de ler, os livros devem ter espaço. Se gosta de plantas, não tenha medo de as integrar. Se recebe amigos frequentemente, crie zonas que favoreçam a conversa. Se aprecia objetos artesanais, permita que tenham um lugar de destaque.

A decoração não deve ser uma representação de uma vida idealizada.

Deve acompanhar a vida real.

Uma casa com personalidade é aquela em que conseguimos reconhecer as pessoas que nela vivem.

O espaço vazio também faz parte da decoração

Sala em tons neutros com peças contemporâneas e artesanais. É bastante confortável.

Quando falamos de personalidade, podemos pensar que é necessário acrescentar elementos.

Mas saber o que deixar de fora é igualmente importante.

Espaço vazio permite que os objetos respirem, melhora a circulação e ajuda a criar equilíbrio visual.

Nem todas as paredes precisam de estar decoradas. Nem todas as superfícies precisam de ter objetos.

Às vezes, retirar uma peça permite finalmente reparar naquela que realmente importa.

Uma casa não precisa de estar terminada

Talvez uma das ideias mais libertadoras na decoração seja aceitar que uma casa nunca precisa de estar completamente terminada.

Os nossos gostos mudam. As necessidades mudam. As peças que nos acompanham também mudam.

Uma casa pode crescer connosco.

Por isso, não procure criar um espaço perfeito. Procure criar um espaço onde se reconheça.

As tendências podem inspirar-nos, mas são as nossas escolhas que dão significado à casa.

No final, talvez uma casa com personalidade não seja aquela que segue melhor um determinado estilo. É aquela que, ao entrarmos pela porta, parece pertencer exatamente às pessoas que ali vivem.

E isso não se compra numa tendência. Constrói-se, pouco a pouco, através das escolhas, das memórias e das peças que decidimos trazer para dentro de casa.